Curitiba ultrapassa 1,8 milhão de habitantes e novo plano metropolitano reforça desafio de planejar onde e como morar
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Categoria(s): Guia de compra
18 set. 2023
A Região Sul é o grande motor do crescimento e da valorização dos imóveis em Curitiba. A afirmação é do sócio e fundador da BRAIN Inteligência Estratégica, Marcos Kahtalian. A empresa é a mais representativa do mercado imobiliário brasileiro, encabeçando as principais pesquisas do setor.
O presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Luiz Gustavo Salvático, classifica como “vertiginoso” o crescimento do mercado imobiliário nos últimos anos, especialmente a partir de 2018, motivado pela pandemia do coronavírus.
Conforme o dirigente do principal grupo imobiliário do Paraná, esse crescimento se deu na cidade como um todo. “A cidade inteira cresceu, cada região com a sua característica. Cresceram muito os condomínios fechados e os sobrados. Crescemos também na parte vertical, com muitos lançamentos de apartamentos espalhados por todas as regiões”, analisa Salvático.
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Principalmente na Região Sul, a existência de emprego, trabalho e renda é o que motivou o crescimento imobiliário. “É na Região Sul que existe uma grande concentração de empresas e indústrias. E havia um espaço disponível para crescimento, inclusive, para um crescimento planejado”, ressalta Kahtalian.
De acordo com ele, é justamente essa existência de emprego, trabalho e renda, sobretudo volume de empresas, que está originando esse forte desenvolvimento imobiliário na Região Sul. Aliás, uma expansão que está transformando essa área da cidade.
“Historicamente, a Região Sul recebeu muitos empreendimentos de características mais econômicas. A partir dos últimos anos, os produtos standard e médio começam a entrar e se desenvolver. Sobretudo, os condomínios de terrenos”, pontua Kahtalian.
Conforme a classificação da Ademi-PR, os imóveis com preço de R$ 236.500,01 a R$ 500 mil são considerados standard. Por outro lado, os imóveis com preço de R$ 500.000,01 a R$ 1 milhão são considerados de padrão médio.
“De modo geral, a régua do mercado imobiliário de Curitiba subiu. Ela subiu em qualidade, em design, em diferenciais dos empreendimentos, mas também subiu em relação à variação do preço dos imóveis”, avalia o presidente da Ademi-PR.
Logo, o resultado desse crescimento é uma oferta diversificada de imóveis. Sendo assim, na Região Sul de Curitiba é possível encontrar desde lotes de rua, casas, sobrados e terrenos em condomínio fechado, até apartamentos.
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Consequentemente, isso traz uma série de vantagens para o comprador, conforme pontua Salvático. “O comprador tem mais opções para escolher aquele imóvel que melhor se adapta à sua vida. Se a localização está adequada com o ritmo de vida da família, como é a composição interna do imóvel, a área de lazer. Esses são pontos muito importantes”, diz.
Além disso, o sócio e fundador da BRAIN Inteligência Estratégica reforça que a Região Sul tem uma rede estabelecida de serviços, comércio, escolas, universidades.
Ou seja, uma infraestrutura consolidada, com facilidades para o morador e que também gera a valorização do patrimônio. “Dessa forma, o comprador tem a garantia, seja como morador, seja como investidor, de que vai ter produtos e serviços ali do seu lado”, observa.
Para o sócio fundador da BRAIN, o aumento dos lançamentos imobiliários na Região Sul de Curitiba é inevitável. Um dos principais fatores é o próprio crescimento demográfico da população, que gera uma demanda maior por imóveis. Vale lembrar que essa é a área mais populosa de Curitiba.
“Tanto a oferta, quanto a demanda, estão orientados para esse eixo da cidade. Eu diria que, e termos de investimento, ela está na linha do crescimento. E tudo que está na linha do crescimento, mostra que vai ter valorização”, afirma.
Aliás, Kahtalian lembra que o preço do metro quadrado já mudou completamente. “A valorização dos imóveis ganha da inflação, facilmente. O rendimento dos aluguéis está sendo bem significativo. Então, há uma mudança de precificação na região”, conclui.
De acordo com a última pesquisa da Ademi-PR/BRAIN, de junho de 2023, a valorização dos imóveis residenciais novos em Curitiba foi de 11,1% nos últimos 12 meses. Ou seja: variação quase quatro vezes maior do que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) registrado no período. Esse índice, que mede a inflação, ficou em 3,16%.
Dessa forma, os especialistas são unânimes em afirmar que o preço dos imóveis em Curitiba vai subir ainda mais. “Nós vamos conseguir sim, enxergar vários empreendimentos com aumento de preços, com reajuste das suas tabelas”, prevê o presidente da Ademi-PR.
Salvático explica o que deve motivar essa alta. “Aliado a essa oferta, temos um cenário de queda da taxa de juros, o que aumenta a venda do imóvel. Além disso, o estoque está bem controlado, logo, as empresas tendem a lançar novos empreendimentos. Sem sombra de dúvidas, isso vai acabar em valorização. Tendo valorização do imóvel, o preço vai subir”, explica.
“Por isso que tem que aproveitar agora. A nossa previsão é de que vai ficar mais caro. A nossa leitura, muito evidente, é de que o preço dos imóveis em Curitiba vai aumentar”, alerta Kahtalian.
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